sexta-feira, 27 de agosto de 2010

 
Preciso de vida. E assim começa…

Como a vida é só o caminho para a morte – e quem não se convence disso anda iludido – eu penso que, no fundo é tudo pouco para o muito que nos oferece a mesma caminhada mórbida… Se eu parasse por momentos e sentisse de facto o que seria fácil de sentir, pensar, querer, sonhar; saltar por pouco no nada; ter-me por fim…
Era só saltar uma página que não daria mais espaço a esta morte que me consome a vida e sentir (sempre o sentir que no fundo me enoja e me aldraba a vista numa espécie de sensação efémera, passageira e pouco útil, contudo…) mais o viver diário. Não ter este espaço que reside entre eu, mim, nós, todos, NINGUEM!
Só…





Numa linhagem, principio e vida, rotineira, péssima.
Tremo, tremo porque presenciei sem presença assídua a morte já muito fustigante de vários eu’s que me acompanham, cercam e fazem-me falta agora… mas mais que isso, assisto sempre a esta coisa que me confunde e no fundo me funde com a frustração de nada ter como salvar algo que gosto, quero, sinto… amo. Primeiro ela, sim ela mesma, a madrinha que me faz falta agora e não volta porque está, sabe-se lá onde, e estranhamente eu a sinto, ou vejo, e nada nada nada nada nada nada!!!!!!!
Sofro, mas quem importa, quem se importa, quem me importa!






Um asfalto coberto,
Um palco pouco esperto,
Este actor que não é certo
E eu que sou este incerto, com certezas vagas
Noite às claras, cafés, madrugadas
Mágoas.






A fama faminta de olhares e jorros de tinta, o vicio que me fustiga, suscita o palco e a escrita, do vicio que o vicio obriga. O centro do mundo sem clima. O auge d’um corpo que se agita, o fim, o eu sem a vida

domingo, 22 de agosto de 2010

É, somente
o rio que deambula













...passa
por aqui onde me encontro-
e não estou -
e esbarra no nada!

Normal,
esta linhagem, principio e vida
que albergo e penso, nela
concentro o poder imenso
do pensar em verso
inversamente
ao rio.

Fixo!