sábado, 20 de março de 2010

Falê-mos

 facto.
palavras que servem como nada e simplesmente isto é só o apetite momentâneo de escrever prosa. assim, de repente. sem as pontuações normais e de certa forma, obrigatórias. simplesmente como quero, da forma que quero. assim, ainda que repetindo duas vezes o mesmo (assim) posso dizer que tudo é um pouco frustrante na medida em que tudo é muito vago e pouco conclusivo e todos os sonhos podem chegar a lado nenhum e fico parado, ainda que ande.
 pronto, é quase inevitável também eu chegar a estes pensamentos, mas estes são, digamos, vagos, igualmente.

paro. ando. estou.

normal... o normal que me incomoda que é incomodo pra mim, e para uma larga carga de pessoas.
porquê carga?, não percam tempo a perceber, entendam apenas que são sempre minorias que manifestam o que o global sente ou quando não sente simplesmente é porque simplesmente o conformismo se abate de forma grave e forte e drástica.
trágica! não, não sou melodramático, sou visionário, senão esperem...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Presença
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Um quarto para as duas.
É tarde. Cedo para muito.
Muito em que é tarde
e a obrigação
do cumprir
das obrigações,
ainda que sem sentir.

De novo a presença...

Interrupção,
e o pedido de desculpa
certa; incerta.
Risos.

Noite e Coimbra.

E Coimbra e a noite.

Tarde.

Cedo.

Noite.

Ainda,
Coimbra...

-

O pouco trafego.
A cidade adormecida.
O fumo de cigarro
e a chuva
que começa a cair.
Agitada. Perturbada.
Registos.

Eu.

As luzes vermelhas
dos pontos altos
da cidade
e eu.

O rio que se mantém
em corrida para um fim,
tudo para um fim.
Fim.

Continuação. Banal.
Frio.

O cigarro que acaba.
Outro fim.

O acordar de mais
um dormir acordado;
confuso. Simples.

Vida.

                                                                                                                  Diogo Dias