sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

...
eu sou, e por isso busco e acalento
a certeza frágil de um momento,
e esse tempo vai ficando mais guardado ou esquecido
e agora canto o propósito de mim aqui vindo
talvez diferente, distante, talvez nem sei que faria
se um dia me visse total, eu sentiria
uma certeza incerta como agora tenho
por afirmar que tudo, é o nada de onde eu venho
e onde tenho o que tens e não há
e onde fica, e onde está e o que passou por lá
onde o que passa, o que fica, não pode e já lá está
e ficando lá perdeu-se e o nunca é cá
...
e o bis quando vem? e o auge quem o tem?
e a fama que criei, foi só sonho e não voei?
e eu sei, mas a certeza é algo vago,
tal como tudo por onde passo e faço e sinto o prazo
de validade, a incerteza
...
ser ou não ser, sendo e perder
ser e não ter, morrer por viver
viver estanto morto, a vida outono
a queda que sofro, tu sofres, eu noto
a nota que fica, registo em papiro
atiro ao rio, a garrafa e o destino
o sino que toca, a bola que roda
o campo que é grande pequeno e nada
foca a rota, analisa e troca
a forma quadrada redonda, ignora
-me, ignora-te, ignora-o
e solta-te, eleva-te, e leva-te ao sério, e volta
brinca, pula, salta e sorri
feliz por amanhã seres nada, que vi
e vi quando tinhas, sorrias, sabias,
sabendo perdemos as belas magias
as belas recordações de criança
que fui mas não sei a memória já cansa
...
e disforma, que dentro de tudo que tudo isto é
é confuso o que é simples'mente nada isto é

(excertos da 'carta', que em breve deve estar disponível integralmente)

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