quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Noite


Era bom só virar a página.

Sem sentir.

O vento que lá fora corre é inóspito,
e eu aqui.

A relembrar, de repente,
sem que nisso tivesse pensado
ou querido.

O querer. O crer.

Sonhar,
chegar mais longe,
tocar mais alto. Voar.

Estar. Estou. Fui.

Em ti escrevo
com a certeza pouco certa
de que saberei se te lês.

Vê-te.

Por favor,
só pedi para mim. Nada mais.

Lê-te.

Lê-me. Vê-me,
é fácil. Basta sonhar.

Ouve como corre e fala:
a chuva,
o vento,
a calçada.

- São três da manhã não faças pedidos.

Ouve. Agora…
sente.                     

Passou um minuto.
Mil coisas aconteceram. Mais.
Não tarda é natal.

Natal. Natal. Natal.
Quão bela palavra,
sentir muito pouco,
mas muito bela esta palavra.
É diferente.

Ambivalência
sentida em encruzilhadas
efémeras 
mas duramente marcantes.

Conhece-me.
É sem pedido o que te peço.

Só tenho este sonho em que adormeço
e quero ficar
como a águia que voa baixo
sobre as águas fundas
d'um imenso mar.

Então fico e assim sou.

É a vida numa esplanada de café.
São as passagens.
Um pouco de resto de fé.

2 comentários:

  1. Obrigado pela visitinha no meu blogue.
    Vou-te ser sincera, não li o teu blogue todo. Li apenas este post e o da tua apresentação, mas logo que tenha cabeça para ler dignamente (porque tempo não me falta), farei por ler o restante, visto que já gostei bastante do que li.

    [se acrescentares a widget dos seguidores, talvez seja mais fácil "localizarem-te" depois de cá passarem uma vez ;)]

    Bj,
    (i)

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  2. Yep, sou eu e mais um amigo meu quem está a organizar. Podes sempre passar pelo site. Quanto à widget em questão, se não a conseguires colocar, podes adicionar o meu mail, que está na página do meu blogue ;)

    Bj,
    (i)

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